Gramática
*Às vezes sou assimcomo o verbo haver, Chata e complicadasimplesmentenão concordo
com o sujeitoe não me flexionoAcabo sozinha na oraçãoquem me acompanha?ah, como é difícil esse verbohaver,no sentido de existir*Ana Mara Boaventura
Após longo e tenebroso inverno...
De volta à nossa programação normal:Liberdade*No meu mundo paraleloele reclamava de mim e das minhas chaticese eu simplesmente respondia'I need some space'E ele chorava rios de lágrimas por mimNo meu mundo paralelo*Da poetisa norueguesa Alicia Monroe
No ônibus
O sujeito do banco da frente é daquele tipo: usa corrente grossa de prata no pescoço e calça larga e cheia de bolsos. De repente, ele mira o 'musculinho' do próprio (veja bem, do próprio) braço e então, dá um beijinho e faz um carinho. Vamos acreditar que um pedaço do doce favorito dele tinha caído ali. Creda.
Para sempre
Fui visitar minha amiga grávida. Ela tá com um barrigão de nove meses. Antes, porém, me peguei morrendo de medo. Por ela, sei lá, por mim. Me dei conta que eu, que sempre fui doida por crianças, ainda não me sinto preparada para ter a minha própria. Foi um medo do definitivo, sabe? De fazer uma opção e depois não poder simplesmente mudar de idéia. E aí me dei conta que crescer talvez seja exatamente isso. Ter coragem de encarar que algumas coisas da vida serão mesmo para sempre. E outras, do mesmo jeito, simplesmente não são. Aproveito o ensejo para dedicar esse post à minha irmã. Hoje é aniversário dela que, há 23 anos, contribui para o meu encantamento com o mundo.
Amor líquido
Outra da Carla Rodrigues:"Separar-se ou divorciar-se parece ser, nos tempos de hoje, o caminho mais fácil. Ficar junto está se tornando revolucionário, por mais careta que possa ser marcar na agenda hora para o sexo. "
A origem da consciência
Adoro os artigos do biólogo Fernando Reinach (o Estadão publica toda quarta, no Vida&). Acho a escrita dele inteligente e generosa, porque não recorre a palavras difícieis para explicar coisas mais complicadas ainda. Leio e entendo tudo. Neste aqui, ele fala de uma pesquisa de cientistas iranianos (!) sobre a formação da consciência. É bem legal.No começo do texto, Reinach lembra os materialistas "(...) como Francis Crick (1916- 2004), que descobriu a estrutura do DNA e passou a segunda metade da vida tentando entender sua natureza, a consciência “é o que o cérebro produz”, assim como a urina é o que o rim produz".
Essa não é pra casar
"Rapazes: um conselho apenas. Casem com mulheres bonitas ou com as feias. Com as altas ou com as baixas. Louras ou morenas. Só, de alguma forma,não se case com uma mulher que tem uma carreira". A declaração aí em cima saiu no artigo "Não se case com uma mulher de carreira" do jornalista Michael Noer, publicado pela revista Forbes Online e teve resposta da coleguinha Elizabeth Corcoran, que escreveu um artigo chamado "Não se case com um homem preguiçoso". Se você tiver com preguiça de ler os textos originais, vai lá no blog da Carla Rodrigues no "NoMinimo" (mas tem que descer bastante a barra de rolagem, não tá entre os posts mais recentes). Ela comenta os artigos e o quiprocó em torno deles. Adoros os posts da Carla e acabei de decidir: quando crescer, quero ser igual a ela.
O peso da idade
Peguei Helena no colo e me assustei com o peso dela: "Mas como você tá pesada", disse eu. "Também, já tenho seis anos...", respondeu ela, minha fofura.Não é a tôa que quando conto quantas são as minhas primaveras, ela, sem cerimônia, arregala os olhos e faz "núuuu!". Ai, ai. É quase uma vaia.
Infame
Tão vadia, mas tão vadia, que seus pêlos não eram púbicos, mas públicos.
CONTO DE FADAS PARA AS MULHERES DO SÉCULO XXI*
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa,
independente e cheia de auto-estima que, enquanto
contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso
lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades
ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa
má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã
asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar
de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir
lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar
conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as
minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos
felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um
finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava...
Nem morta! *o email que recebi atribui a autoria do texto ao Veríssimo, mas eu num tenho certeza. bem, você sabe como são essas coisas de internet. Se alguém puder me confirmar...